A
Ágora Antiga foi um dos primeiros lugares
no mundo a dispor da democracia como forma de governo para o povo.
Era o centro comercial, administrativo e político da Atenas
antiga, um local central onde se situavam os edifícios públicos,
o mercado e a praça de reunião dos cidadãos.
As
decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade
onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço
público de debate político). Nela se localiza um
relógio de água chamado clepsidra (aproximadamente
400 a.C.) que era usado para controlar o tempo dos debatedores.
Além do relógio, chama atenção uma
urna esculpida em bronze, que era usada nos pleitos da época.
O principal edifício da área é o templo de
Hefesto, construído em 449 a.C.
Local
onde o público e o privado se encontravam na pólis
ateniense, onde o espaço físico e o espaço
político revestiam-se, em um mesmo momento, da potencialidade
de fazer funcionar a democracia ateniense, a Ágora parece
carregar consigo o poder de condensar a diversidade de interesses
e a unidade da pólis. Seu significado encerra o respeito
à diversidade e a possibilidade da ação conjunta.
Foi
um período no qual a vida pública - refletida no
debate político na ágora, nas trocas comerciais
realizadas no mercado (asty) e o conseqüente aparecimento
das moedas, na laicização e expansão das
formas de religiosidade ao espaço externo, até então
assunto privado, restrito ao interior dos templo e na organização
racional e geométrica do périplo urbano - adquiriu
uma importância cabal para os antigos gregos.
As
escavações na Ágora Antiga começaram
em 1930 e foi montado um museu para expor as relíquias
nela descobertas.
“Ágora.
(Do gr. ágora) S.F. Praça das antigas cidades gregas,
na qual se fazia o mercado e onde se reuniam, muitas vezes, as
assembléias do povo.” (FERREIRA, Aurélio Buarque
de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa,
(2ª edição). Nova Fronteira, Rio de Janeiro.
1986. p.63)
“Do ponto de vista comunitário, tinha que haver um
centro onde se concentrassem os originais edifícios civis
e religiosos e onde os cidadãos pudessem reunir-se sempre
que necessário (a Ágora, no seu sentido primitivo,
muito antes de essa palavra ter vindo a significar também
“praça do mercado”).” (FINLEY, M. I..
Os Gregos Antigos. Edições 70, Lisboa. 1988. p.30)
“Na reconstrução, após a invasão
persa, os atenienses ocuparam-se primeiro da Ágora, ignorando
a Acrópole. A escolha foi, sem dúvida, motivada
pela urgência de restabelecer ordenadamente a vida cotidiana
(...). Mas surge a tentação de ver igualmente uma
razão psicológica, expressa numa citação
conhecida e feliz de Aristóteles (Política VII 1330b).
Uma cidadela (acrópole) adequa-se à oligarquia e
à legislação de um só homem, o terreno
plano à democracia. 1.” (FINLEY, M. I. Os gregos
Antigos. Edições 70,Lisboa. l988. p.137)