|
|
Organizações
vinculadas a setores do empresariado e da sociedade civil articuladas
com as Nações Unidas lançaram no Brasil o Pacto
Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção.
Após permanecer em consulta pública de dezembro de
2005 a março deste ano, o documento foi aprovado por ocasião
da Conferência Internacional 2006 do Instituto Ethos, em junho
último.
As
mais de 200 empresas e entidades signatárias comprometem-se
com a adoção e a propagação de boas
práticas de ética empresarial, que possam erradicar
a corrupção do rol das estratégias para obter
resultados econômicos.
Relatório
recente da Controladoria Geral da União revela que em pelo
menos 70% dos municípios há casos comprovados de corrupção,
improbidade administrativa ou má gestão de recursos
públicos. A maioria ocorre com verbas sociais ou de infra-estrutura,
áreas fundamentais para a promoção da justiça
social e o desenvolvimento econômico.
O
fato de o Brasil figurar entre os países mais corruptos do
mundo abriu o debate sobre a necessidade de medidas e reformas para
cercear a corrupção, entre as quais o fim dos caixas
2 em campanhas eleitorais e a transparência das contribuições
de campanhas. A iniciativa é uma espécie de “auto-regulação”.
Parte do princípio de que a concorrência pelos serviços
públicos e estatais deve transcorrer dentro de parâmetros
legítimos, nunca por meios escusos.
Segundo
os idealizadores do movimento, esse compromisso voluntário
das empresas em favor da ética nos negócios deve representar
um marco para novos tempos nas relações Estado –
iniciativa privada e nas relações das empresas com
o mercado. Começa a se constituir na sociedade civil um embrião
de um grupo de empresas que podem vir a se transformar em catalisadoras
de uma nova cultura empresarial de radical e ininterrupto combate
à corrupção em todos os níveis. Entre
as medidas propostas está a criação de uma
ouvidoria para casos de corrupção.
“O
pacto marca o engajamento definitivo da comunidade empresarial em
um caminho sem retorno para a erradicação de um dos
nossos maiores males: inicia um processo em que as empresas engajadas
serão progressivamente agentes de mudança cultural
e estimuladores de uma nova cidadania, que não faz acordos
e não transige com o crime e o banditismo”, afirmam
o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, e o diretor da Patri
Relações Governamentais e Políticas Públicas,
Carlos Eduardo Lins da Silva. Ambas as entidades são ONGs
protagonistas do movimento.
Saiba
mais: www.patri.com.br
“A
atividade política só se justifica se o político
tiver espírito republicano, ou seja, se suas ações,
além de buscarem a conquista do poder,
forem dirigidas para o bem público”.
Luiz Carlos Bresser-Pereira (FGV)
|
|