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Nada
como uma boa noite de sono para restaurar as energias! Dormir
bem é essencial à boa saúde e à qualidade
de vida. A principal característica de uma noite bem dormida
é a sensação de bem-estar ao acordar. O sono
contribui para a eficiência da memória, eliminação
dos radicais livres (que causam envelhecimento precoce), fortalecimento
das defesas do organismo (sistema imunológico) contra vírus
e bactérias, melhora da circulação sangüínea,
combate ao estresse físico e emocional.
No
entanto, grande parte da população sofre com distúrbios
do sono. Madrugadas em claro são um problema freqüente
que atinge quase um terço da humanidade. As dificuldades
estão relacionadas ao início do sono, sua manutenção,
despertar precoce e/ou com cansaço. Grande parte desses
transtornos é reflexo do estilo de vida moderno.
A
insônia é considerada leve se dura apenas alguns
dias, média se permanece por algumas semanas e crônica
se persiste por mais de um mês. Pode ser sintoma de outros
males, como depressão, ansiedade, estresse e outros distúrbios
do sono, como apnéia e bruxismo.
Não
há fórmula mágica que faça com que
todas as pessoas durmam bem. E o que serve para uma pessoa pode
não dar certo para outra. Contudo, especialistas indicam
algumas medidas de “higiene do sono” que podem ajudar
os insones:
criar
uma “rotina do sono”, dormindo e despertando todos
os dias em horários regulares, inclusive nos fins de
semana;
evitar álcool, fumo, refeições pesadas,
bebidas com cafeína (café, chá preto, refrigerantes,
chimarrão, achocolatados) e outros estimulantes antes
de ir para a cama;
desligar a televisão e não ouvir música
agitada em volume alto;
não ler, estudar, falar ao telefone ou se alimentar no
leito;
manter o quarto e o leito limpos e confortáveis, com
temperatura constante, sem ruído e luminosidade;
evitar a presença de animais domésticos no ambiente
de sono;
não praticar exercícios físicos intensos
até quatro horas antes de se deitar;
tomar um banho morno antes de dormir;
fazer relaxamento muscular e exercícios respiratórios
várias vezes ao dia antes de dormir;
manter os pés aquecidos;
tomar leite morno antes de dormir e evitar ir para a cama com
fome ou sede;
não dormir durante o dia além de um cochilo de
no máximo 40 minutos;
deixar as preocupações longe do quarto –
se preciso, anotar as preocupações até
uma hora antes de dormir, “transferindo-as” para
o dia seguinte.
Amigos
do sono
O
bom colchão é aquele que se molda às ondas
da coluna e firme - nem muito duro, nem mole demais. As curvas
do corpo devem estar apoiadas deixando a coluna reta, sem ser
forçada. O colchão muito rígido (como o ortopédico)
pode entortar a coluna e machucar os quadris, os ombros e as costas.
Já o muito macio não confere a necessária
sustentação às partes mais pesadas do corpo,
desviando a coluna. É importante conferir as indicações
do fabricante, a densidade e o suporte de carga. A cada 15 dias,
o colchão deve ser virado de lado para evitar sua deformação.
De
qualquer material que seja feito, o travesseiro também
não deve ser duro nem fofo demais, o que pode causar dores
de cabeça e pescoço. Deve ser grande o bastante
para favorecer a respiração e preencher a curva
da coluna cervical, tendo altura igual à distância
entre o pescoço e a parte externa do braço para
quem dorme de lado. Já para quem dorme de barriga para
cima, o ideal é que seja mais baixo.
A
melhor posição para dormir é de lado, seguida
da barriga para cima. A pior é de bruços. Outro
bom hábito é alongar o corpo antes de dormir para
relaxar a tensão muscular. Um escalda-pés seguido
de massagem nas plantas também pode ajudar a induzir o
sono. Existe um travesseiro próprio para ser colocado entre
os joelhos.
Tratamentos
Se
a prevenção não funciona, o insone deve procurar
tratamento, geralmente baseado em terapia cognitiva associada
a medicamentos. O paciente é ensinado a ter autocontrole
e relaxar. Um moderno exame chamado polissonografia é capaz
de detectar até 87 distúrbios do sono enquanto o
paciente dorme, inclusive os microdespertares que normalmente
passam despercebidos por ele.
Comprimidos
são indicados somente quando a dificuldade de dormir se
torna freqüente a ponto de prejudicar a rotina. Seu uso requer
prescrição e rigoroso acompanhamento médico,
pois pode causar dependência e tolerância. Somente
o médico está habilitado a escolher o medicamento
mais apropriado e a dose adequada ao problema específico
do paciente.
Entre
os tratamentos alternativos está a ingestão de chás,
cápsulas e tinturas de valeriana, passiflora, kava-kava
e erva-cidreira (melissa). Já o suco de maracujá
não funciona, pois a maior parte das suas propriedades
sedativas está nas folhas e não no fruto. A aromaterapia
aposta em óleos de lavanda, camomila, pétalas de
rosas e calêndula no banho e travesseiros com enchimento
de camomila ou folhas de eucalipto como indutores do sono.
Siga
essas recomendações e tenha muitas boas noites!
Fontes
de consulta:
Revista Saúde – Revista Veja – Folha de São
Paulo – Instituto do Sono (Universidade Federal de São
Paulo)
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