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Transformar
os problemas em questões muito maiores e mais sérias
do que eles realmente são – como se fossem impossíveis
de resolver – faz com que as pessoas gastem suas energias
torturando-se com eles, ao invés de solucioná-los.
Esse estado emocional pode impedir o sujeito de pensar, refletir,
recorrer à memória e fazer associações
lógicas.
Esse
comportamento pode ser explicado por mecanismos complexos, como
a insatisfação pessoal com o que o sujeito faz e a
forma como se relaciona com o mundo. O exagero – superdimensionamento
dos problemas – dá vazão a desejos inconfessáveis
e cria justificativas para eles. Trata-se de um condicionamento
adquirido geralmente na infância, como forma de chamar a atenção
para si mesmo, desabafar ou disfarçar o fato de não
se dedicar a encontrar saídas. O motor do exagero chama-se
ansiedade.
A
capacidade de dimensionar melhor as situações e encarar
as crises e dificuldades como oportunidades de enriquecimento pessoal
denomina-se contingência emocional. É a atitude adotada
por sujeitos que enfrentam os problemas e os resolvem, absorvendo-os
e liquidando-os. Entretanto, ter contingência emocional não
significa fazer de conta que nada está acontecendo. Significa
não perder o controle e conduzir-se com profissionalismo
em momentos de tensão.
Como
todas as capacidades, a contingência emocional também
pode ser desenvolvida e aumenta as chances de empregabilidade, já
que o mercado valoriza profissionais capazes para solucionar problemas.
Questionar atitudes é o primeiro passo para mudá-las.
Mire-se
em pessoas que sejam modelos de tranqüilidade, serenidade e
sensatez.
Observe
as próprias ações com clareza e perceba os
exageros que comete. Analise quantas vezes as “profecias”
realmente se cumpriram em situações dramatizadas.
Procure
separar com nitidez o que é real do que é apenas imaginário.
Mentalize
os obstáculos que precisa superar.
Quando
tiver um pensamento ruim, pergunte-se por que está fazendo
isso consigo.
Aceite
as observações de pessoas próximas quando alertarem
que você pode estar exagerando.
Utilize
técnicas de relaxamento para controlar a ansiedade.
Se
a situação parecer maior do que sua capacidade para
resolvê-la, experimente relatá-la a outras pessoas,
“desgastando” o problema, que tende a parecer menor.
Faça
atividades físicas, que liberam endorfina – o hormônio
do bem-estar.
Pessoas
difíceis
Em
plena era do relacionamento, há colegas de trabalho e até
gerentes que parecem estar em guerra permanente no ambiente de
trabalho. São pessoas tensas, sempre ávidas por
conflitos, gerando discussões acaloradas e impondo prazos
enlouquecedores.
Ao
entrar nesse jogo e responder com represálias, os problemas
tendem a ganhar dimensões ainda maiores. Nesse cenário,
é preciso tentar extrair algum aprendizado das pessoas
difíceis de lidar e dos problemas que elas criam. Atritos
interpessoais necessitam de “lubrificação”:
a melhor atitude é esperar que os ânimos se acalmem.
A benevolência, garantem os especialistas, está mais
relacionada a remover obstáculos para criar oportunidades
de aprendizado do que a uma derrota.
Quando
estiver a ponto de explodir, respire profunda e lentamente. Tente
mudar o rumo da situação. Permita-se não
se deixar contagiar e atingir pelo mau-humor do sujeito. O melhor
a fazer é encontrar uma saída sem apelar para a
ignorância ou fazer o jogo da pessoa intransigente.
As
diferenças podem ser uma rica fonte de soluções.
Divergências de opinião são inevitáveis
e podem dar resultados produtivos. Delas nasce a necessidade de
comunicação e diálogo. Ao tratar as pessoas
de forma diferente da maneira como elas o tratam, você pode
fazer e manter a paz. No entanto, você deve preservar seu
direito de ser assertivo e expressar suas opiniões. Mensagens
assertivas – em lugar das agressivas – podem evitar
discussões desgastantes e impor respeito.
Para
conviver com alguém é preciso responder às
suas necessidades, demonstrar preocupação em preservar
o convívio e até mesmo valorizar suas idéias
a fim de achar uma solução que contemple ambos.
Freqüentemente há soluções nas diferenças!
"Que
a diferença se insinue e se consagre no lugar do conflito".
Roland Barthes
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