O
infarto mata cerca de 17 milhões de pessoas por ano no
mundo, 300 mil delas no Brasil. A incidência do mal está
associada a maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse.
As paredes das artérias podem ser lesadas por diversos
fatores, como hipertensão, tabagismo, diabete, um aminoácido
chamado homocisteína, depressão, obesidade, colesterol
(LDL) alto e bactérias como a clamídia. Sobre as
lesões forma-se uma placa gordurosa envolta por fibras.
Uma inflamação no local pode desencadear um rompimento
da placa, levando à formação de coágulos
que bloqueiam a passagem do sangue (trombose).
Se
a obstrução das artérias for parcial, surge
a dor no peito (angina pectoris). Na área em que o sangue
não chega, as células cardíacas começam
a morrer por falta de abastecimento de nutrientes e oxigênio
trazidos pela circulação, até a obstrução
total da artéria, causando o infarto. O primeiro sinal
de alerta pode ser o aumento do colesterol no sangue. Nas mulheres,
o uso de pílulas anticoncepcionais pode agravar os riscos.
Hipertensão
Os
hipertensos estão mais predispostos a infartos. Em geral,
o paciente não sente nada, mas alguns sintomas podem denunciar
a doença, como dor de cabeça constante, tensão,
zumbidos nos ouvidos e dificuldades de respiração.
A pressão arterial é expressa por dois valores:
a sistólica (durante a contração do coração)
e a diastólica (durante o relaxamento do coração).
São consideradas hipertensas pessoas com pressão
acima de 14 x 9. As causas da pressão alta variam de herança
genética a fatores ambientais e habituais, como excesso
de sal na alimentação, vida sedentária, abuso
de bebida alcoólica, estresse, obesidade, cigarro e níveis
elevados de gordura no sangue.
Nos
30 minutos que antecedem a medição da pressão,
deve-se evitar fazer esforço físico intenso, beber
álcool ou café, comer e fumar. Nos cinco minutos
antecedentes, deve-se esvaziar a bexiga e repousar em ambiente
calmo. Durante a medição, deve-se manter o tronco
recostado, evitar falar, ficar com as pernas relaxadas e descruzadas.
Para
quem quer se cuidar: |
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praticar
exercícios, sob orientação médica;
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não
fumar e evitar o excesso de álcool; |
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controlar
a pressão arterial, o peso e o colesterol; |
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fazer
avaliação médica regularmente, mesmo
com ausência de sintomas – após os 35 anos,
no mínimo duas vezes / ano; |
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seguir
uma dieta adequada e balanceada, reduzindo o consumo de gorduras
animais e açúcares; |
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aliviar
as tensões emocionais: |
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evite
se apressar e tentar fazer tudo ao mesmo tempo agora; |
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não
pense em problemas durante as refeições e coma
devagar; |
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tenha
passatempos e pratique esportes; |
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tire
férias regularmente; |
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repouse
o suficiente; |
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desabafe
e descubra maneiras saudáveis de lidar com a raiva;
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não
se impaciente demais; |
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rir
é um ótimo preventivo – relaxe e aproveite! |
Fonte
de consulta: Folha de São Paulo *Unicor - São Paulo
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