Paulo
Henrique Rathunde
Cleverson V. Andreoli
Os
desafios globais de crescimento populacional, o aumento de consumo,
a degradação ambiental, a desigualdade social e
a escassez de recursos e de energia são variáveis,
segundo autores pesquisados, de um sistema produtivo centralizado,
de capital intensivo e de acumulação de riquezas.
A matriz energética mundial que dá suporte a este
sistema é fundamentalmente fóssil. No Brasil não
é diferente, embora existam particularidades em relação
à matriz energética. Debates sobre sustentabilidade
apontam na direção de um setor produtivo mais descentralizado
para a promoção de um melhor equilíbrio dos
aspectos econômicos, sociais e ambientais. Nesta configuração,
a geração de energia próxima ao consumo,
chamada de geração distribuída de energia,
pode ser vista não só como um modelo energético
alternativo, mas como base para a formação de um
modelo produtivo descentralizado que promova a sustentabilidade
local pela melhoria das condições ambientais, sociais
e econômicas das localidades. Este trabalho analisa as características
da geração distribuída de energia sob este
prisma, destacando a necessidade de visão sistêmica
e vontade política para sua viabilização.
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