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No transcurso do Dia do Administrador – 9 de Setembro, os profissionais de Administração estão focados na sustentabilidade, que compreende crescimento econômico com equilíbrio ambiental e justiça social. O princípio é promover uma interação entre o legado recebido da natureza pelas gerações presentes e aquele que será oferecido às gerações futuras. Este conceito conquista cada vez mais investidores e consumidores.
A matéria está no centro da agenda global no que diz respeito à Gestão, às ciências e à política. As Nações Unidas preparam sua Conferência Internacional sobre o tema – COP-15 – a realizar-se de 7 a 18 de dezembro próximo em Copenhague, Dinamarca. Nesse contexto, os administradores são protagonistas da construção do desenvolvimento sustentável em âmbito mundial. São parte da solução desta situação de grande complexidade econômica, política e social a que chegou a humanidade.
É a hora das organizações social e ambientalmente responsáveis, inclusivas e éticas - não nos cansamos de repetir. Segundo especialistas, a integração da produção, fornecimento e distribuição segundo a lógica da sustentabilidade é tendência inexorável. Nesta equação encontram-se os fatores capacidade de reaproveitamento do material e deposição de seus resíduos ao fim da vida útil.
A gestão da sustentabilidade requer disposição para a qualificação e o trabalho multidisciplinar, com visão integrada. As organizações passam a buscar gestores especializados nos seus aspectos técnicos e humanos. O conjunto de atribuições é eclético e inclui conhecer processos, pensar ações integradas, sugerir programas, acompanhar indicadores, elaborar relatórios e relacionar-se com a comunidade, mantendo interlocução com as ciências ambientais, as áreas de finanças, capital humano e marketing. Como afirma a consultora em desenvolvimento sustentável Priscilla Navarrette, “o maior desafio é orquestrar o processo de transformação na empresa”. Já o consultor ambiental Fábio Feldman realça “a importância de o profissional da sustentabilidade gerar espaços de diálogo e desenvolver a cultura sustentável dentro das companhias”. O Administrador tem decisivo papel a desempenhar, aplicando sua expertise, suas competências e seus conhecimentos para o atendimento às novas demandas do Século 21.
Uma das melhores coisas que podemos fazer pelo meio ambiente é agir bem na gestão dos seus recursos, substituindo antigos paradigmas por novas práticas gerenciais e produtivas, quais sejam:
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investimento em tecnologias e soluções inovadoras, com processos e produtos capazes de minimizar as emissões de gases efeito estufa; |
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baixa emissão de carbono; |
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recuperação, reúso e reciclagem de recursos e insumos; |
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produtos e ambientes de trabalho “verdes”: mais próximos do seu estado natural, com menos componentes químicos agressivos e tóxicos, maior potencial de transformação, produzidos na própria região gerando baixo impacto ambiental; |
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prevenção de todas as formas de desperdícios; |
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estratégias baseadas em produção limpa, matérias-primas e energias renováveis; |
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inventários de emissões de CO2, conferindo transparência à evolução das organizações; |
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destinação adequada do lixo tecnológico; |
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políticas públicas de ampliação do esgoto tratado, fiscalização e educação ambiental e consumo consciente, estimulando a preocupação socioambiental nos hábitos de compra e uso de produtos, bem como na ampliação da informação acerca das cadeias produtivas para o consumidor; |
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valorização da economia solidária e do comércio justo; |
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ampliação das certificações ambientais, índices de sustentabilidade, créditos ecológicos, selos de procedência e de ecoeficiência, bem como políticas tributárias e de preferências para empresas, marcas e produtos éticos, que respeitam o meio ambiente e os seres humanos, alinhando valores; |
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responsabilização dos agentes produtivos pela geração e correta destinação dos resíduos provenientes dos processos industriais envolvendo extração de recursos, transformação, fabricação e consumo de produtos e serviços, otimizando o emprego das matérias-primas com medidas de controle sobre os despejos indevidos nas águas, no ar e no solo; |
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redução de passivos e custos ambientais, gerando eficiência e riqueza sustentáveis, saúde e segurança para a sociedade; |
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prioridade para projetos que promovam desenvolvimento sustentável e ciclos virtuosos, respeitando a biocapacidade do planeta; |
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combate incessante a práticas obsoletas de alto impacto da atividade produtiva sobre a natureza, tais como desmatamento, queimadas, degradação dos pastos, ameaças a espécies da fauna e da flora em extinção, fuligem veicular geradora de partículas poluentes em suspensão no ar; |
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prevenção de desastres ambientais e eventos climáticos extremos - como deslizamentos, secas, erosões, enchentes, terremotos, tufões, etc - contaminação dos solos, poluição do ar e sonora, escassez de água e energia, aquecimento global, assoreamento de lagos, rios, represas e açudes, chorumes, chuva ácida, desertificação, bem como das doenças decorrentes que se proliferam degradando a qualidade de vida e a produtividade. |
Um bom começo é dar o primeiro passo como indivíduo, reciclando a mentalidade e exercendo a cidadania por meio de um estilo de vida sustentável: fazendo coleta seletiva e destinação responsável do lixo, restringindo o uso de veículos automotivos e materiais descartáveis, evitando o desperdício de energia e água, dando preferência a produtos socioambientalmente responsáveis e fontes alternativas de energia, apoiando iniciativas políticas em prol da preservação dos recursos naturais. Integre-se aos esforços da comunidade internacional com vistas a amenizar os efeitos da degradação ambiental, acertar as contas com a natureza e garantir o bem-estar das próximas gerações.
Desde já você pode evitar o uso de sacolas plásticas e copos descartáveis, por exemplo, indo às compras com sua sacola retornável e tomando água e café em canecas permanentes. Transformar parte de uma propriedade particular em reserva ecológica também é uma ação voluntária de grande alcance.
Administrador: comece a agir de forma sustentável no seu dia, plantando a sua árvore!
Adm. Gilberto Serpa Griebeler
Presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná – CRA/PR
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