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Na palestra magna proferida
na abertura do Fórum, o consultor Waldez Ludwig afirmou que a capacidade
de inovar é a vantagem competitiva do momento. Para ele, "a empresa
deve adaptar as funções aos talentos dos indivíduos". Ludwig sentenciou
o fim do patrimonialismo e do mito da excelência: "O futuro será das
empresas comprometidas com a responsabilidade social e o cliente do
futuro é aquele que sente prazer em consumir os produtos e serviços".
O consultor também enfatizou a ascensão da mulher no mercado profissional
devido à sua versatilidade e conclamou os gestores modernos a combaterem
o desperdício de tempo, segundo ele "o pior dos desperdícios".
Belmiro Valverde Castor enfocou a importância do profissional conhecer
os fatores culturais de diferentes mercados numa economia globalizada.
Citou a constante atualização tecnológica e o desenvolvimento da capacidade
de negociação como elementos fundamentais da gestão e comentou o atual
cenário econômico mundial. O presidente do Conselho Federal de Administração,
Rui Otávio de Andrade, realçou a gestão ambiental como diferencial das
empresas modernas: "Os produtos mais vendidos nos mercados europeu e
norte-americano têm o selo verde". Cláudio de Moura Castro, por sua
vez, provocou polêmica ao criticar duramente o ensino de Administração,
que segundo ele "prioriza as ferramentas de gestão em detrimento de
uma formação intelectual mais sólida". Sílvio Teitelbaum discorreu sobre
as características da nova organização. João Emílio Granato demonstrou
os nós que ainda obstaculizam um melhor desempenho brasileiro no comércio
exterior. Por fim, Sérgio Reginatto, com muito bom humor, deu exemplos
concretos de sobrevivência das organizações e dos profissionais em cenários
conturbados e incertos como o atual.
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